estamos a meio do mês e antes de ir àquele tema do dia, vou dizer-vos primeiro que a festa de aniversário do baby correu super bem. decorámos a casa com o mickey - "o kika" para o santiago. toda a família veio festejar. foi perfeito. sentimo-nos realizados e uns pais babados e completos. são dois anos de um amor sem medida. somos tão felizes! que nunca te falte este sorriso e o amor de todos, filho.
falando agora do assunto do momento, digo com mais certeza que "ok, estou muito assustada." começámos hoje o nosso primeiro dia em casa e assim será por um mês enquanto as escolas se mantiverem encerradas. sairia do meu trabalho no fim deste mês mas dada a situação, sairei depois de regressar. está um dia lindo e o que mais queria era levar o meu menino ao parque. mas não vou. não nos vou sujeitar ao perigo para a nossa saúde e para os demais não sabendo se estamos ou não infectados - porque a verdade é que mesmo sem sintomas nenhum de nós sabe se tem o vírus ainda que incubado, e este vírus só vai passar se todos agirmos por igual. contudo há quem não o leve a sério e encha as ruas de bom convívio e copo na mão. enquanto uns se fecham em casa e zelam pela saúde de um país, outros adiam o problema. trabalho no atendimento ao público de um serviço que poderia perfeitamente fechar as portas por não ser imprescindível o seu serviço à comunidade e porque existem linhas telefónicas para o caso, mas sendo uma entidade privada que só vê dinheiro não fecham as portas e ainda pedem que vá apenas duas pessoas para casa. prioritariamente as pessoas de risco e depois as mães. assim cabe ao chefe jogar ao um dó li tá e escolher duas pessoas. claro que pelo decreto do governo estamos em casa três pessoas porque temos filhos e não temos com quem os deixar. mas infelizmente só olham para os valores da bolsa - neste momento a descer. gostava que o meu nível de preocupação fosse o de muitas pessoas e que não levassem este surto também como um ato de puro egoísmo. vamos lá ter noção do perigo e tomar as devidas medidas preventivas mas sem o exagero que estão a depositar pensando que vão ficar fechados em casa um mês sem comida. não vamos levar um supermercado inteiro para casa - mais civismo. os profissionais até estão a fazer mais horas para que nada nos falte. este surto mata. este vírus não é uma gripe. se isto fosse uma simples gripe não se tornava uma pandemia. não teria a dimensão que hoje tem. somos o povo que assobia para o lado e diz que só acontece aos outros. caramba! mais consciencialização. será que é preciso chegar ao ponto a que Itália chegou para termos a verdadeira noção de perigo e respeito pelo outro? quarentena não são férias e prevenção não é encher a despensa. quero muito ver o fim deste pesadelo... ninguém estava preparado para isto e fomos todos apanhados de surpresa mas agora é arregaçar as mangas e depositar esperança nos profissionais de saúde e cada um de nós zelar pela saúde do outro. o fim disto está nas nossas mãos.
Ainda bem que a festa do teu pequeno correu assim tão bem :)
ResponderEliminarQuanto ao resto, é mais do mesmo...
É mesmo preferível fazermos um esforço maior agora, do que andarmos a correr riscos desnecessários. Eu sei que é uma situação complicada, que trará implicações a vários níveis, mas é a nossa saúde que está em risco. Se formos todos conscientes e empáticos, tudo será mais acessível
ResponderEliminarEstamos a viver um pesadelo...
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Parabéns para o Santiago.
ResponderEliminarÉ imperioso ficar em casa
Beijinho
É um esforço que temos mesmo de fazer por nós e pelos outros e temos de ter esperança e continuar a acreditar que vai tudo passar rápido, somos mais fortes <3
ResponderEliminarUm beijinho enorme para ti e para os teus!
A frase do título resume tudo "um por todos". Isto não é uma questão de "a saúde é minha, eu faço o que quero", os nossos erros podem influenciar a saúde dos outros.
ResponderEliminarBeijinhos
Blog: Life of Cherry