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Mensagens

Dias cinzentos

Está a terminar o isolamento. Faz amanhã 14 dias que permaneci em casa por ter estado em contacto direto com a minha chefe que deu positivo ao covid-19. Segundo parece os sintomas que eu tinha eram mesmo de alergia e passaram com a toma de anti-histaminico. O delegado de saúde nunca chegou a contactar afim de dar indicações. Sei bem que a saúde mais não pode fazer. São centenas de casos todos os dias e não conseguem chegar a todos. Ainda assim conseguimos o atestado médico pois dirigiu-se ao centro de saúde um familiar para falar diretamente com a delegada de saúde Estes dias, estive com um nível de stress um pouco acima do esperado pois quero ter tudo feito e ainda ter tempo para o meu menino e não consigo chegar a tudo e ele está na fase de maior atenção. O facto de saber que esta semana estaria de férias e que por conta disto não posso sequer ir à mercearia tirou a minha paz. Senti que estes 15 dias foram mais (muito mais) dolorosos que toda a quarentena passada. Ainda assim, chegou...

Covid ou alergia?

Sinto-me estranha mas esta foi uma semana em que as minhas alergias estiveram em alta. Até imensa comichão na vista eu tenho. Dói-me a cabeça inclusive. Não sei se é efeitos covid ou apenas a minha rinite mas prefiro ficar na dúvida e em casa a colocar aquela coisa novamente no nariz! Não vos contei. Em Maio, antes de voltar ao trabalho a 1 de Junho tive de me dirigir a um laboratório em Lisboa para fazer o teste ao covid a pedido da entidade patronal. Fui sem qualquer expectativa. Quando a senhora (vestida de astronauta) me coloca aquela coisa pelo nariz e senti-me ficar sem ar ao segundo a que ela retira e diz "agora na outra narina." Disse-lhe que preferia mil vezes tirar sangue ao que ela me respondeu afirmativamente concordando comigo. Explicou-me que o vírus ao entrar no nosso corpo pelas vias respiratórias deixa vestígios nestes locais e por isso ser este o exame a fazer. Senti-me a morrer. Chamem-me fraquinha mas aquilo é mesmo muito aflitivo. Senti-o na minha gargant...

I'm back!

  Tenho estado ausente por estes lados. Sorry! Desde a última postagem que o trabalho tem sido o consumidor da maior parte do meu tempo. Em Agosto estivemos de férias por terras alentejanas e soube pela vida. Aqueles ares trazem a nostalgia da infância que lá passei com os meus pais enquanto juntos e o tempo não passa por lá. Os rios trazem a calmaria que preciso para a minha vida e sou tão feliz por lá. Acho que viver lá traria-me vitalidade. O Santiago está enorme e temos cada dia mais e mais orgulho neste nosso (já) menino crescido. (stop tempo!) Já forma frases completas, tem conversas connosco, sabe as cores, os números e as formas. Agora estou a tentar ensinar-lhe algumas palavras em inglês. Estes dias deixou as fraldas! Sinto-me uma mãe babada. Entretanto, estou a pensar muito em ser mãe novamente. Seria um sonho tornado realidade mas... para isso preciso tirar o implanon antes do tempo. Falei com a médica de família e ela deixa tirar ('deixa' Ahahah... como se os médico...

Força, foco e fé

Já sinto falta do meu filho e ainda não o entreguei na creche. Sou viciadíssima nele, não posso negar. Sou uma pessoa de afectos e bastante sentimental. As saudades é dos sentimentos mais fortes que me custa controlar e facilmente sofro com elas. Socialmente não sou de saídas com amigos, nunca gostei disso na verdade. Sou muito caseira e apenas passear até ao jardim ou à praia, paredão com o meu filho e marido facilmente me satisfaz. Gosto de almoços em família. As redes sociais permitem-nos um acesso fácil ao dia a dia dos nossos amigos e por isso estou sempre a par do que se passa e vou mantendo contato por mensagens. Essas 'saudades' são bem mais controláveis. Agora do meu filho? Segunda vai ser um dia difícil. Posso estar apenas a sofrer por antecipação mas conheço-me e foram dois meses e meio maravilhosos ao lado deste miúdo fantástico. Se pudesse ser mãe a tempo inteiro acreditem que não hesitava. Se calhar nasci mesmo para ser mãe. Deve ser o meu grande talento (riso...

Um dia normal

23 de Maio, 71 dias de quarentena. Saímos hoje à rua para lá da zona que assegura a nossa proteção. Pegámos no carro e fomos. Dei por mim a apreciar a paisagem que não via há tanto tempo. Almoçámos numa esplanada - que saudades! A equipa do restaurante estava devidamente protegida, a mesa e cadeiras foram desinfetadas à nossa frente. Todos os cuidados foram garantidos. Não houve menu na mão. De seguida fomos passear no relvado onde jogámos à bola com o pequeno. Ele estava eufórico. Comprámos água de côco e confirmei que não gosto. Já desconfiava. O pai e o filho comeram gelado - muito melhor que a minha água de côco. Enchi o telefone com mais fotografias. Por umas horas parecia que tudo tinha voltado à normalidade e que o vírus tinha sido apenas um sonho. Mas não. As máscaras não faziam esquecer. Ao lanche, já em casa, fizemos panquecas com banana e morangos. Não faltou topping de chocolate e açúcar em pó. Ao fim do dia recebemos a nova cama do nosso menino. Não foi a que idealizei...

O sol e a liberdade

Hoje esteve um verdadeiro dia de verão. De manhã ajudei a minha prima com os trabalhos de casa via videochamada como tenho feito em dias anteriores. Tento ajudar no que posso pois os meus tios não a conseguem ajudar e se a posso ajudar não lhe vou faltar. A educação é fundamental e neste momento toda a ajuda é pouca pois os professores não conseguem chegar a todo o lado e muito fazem eles. Após o Santiago acordar da sesta fomos à rua. Sabe tão bem! Este vírus tirou-nos a liberdade completa e parece que todos os bocadinhos ganharam um novo sabor. O sol parece que brilha mais. Tenho agora 15 dias para aproveitar este miúdo. Tenho de o aproveitar com todo o amor do mundo. Ele vai ser mimado? Não faz mal. Tenho para ele todo o amor. É muito educado, meigo e sorridente e isso para mim é fundamental. Terá um irmão /ã para partilhar o mimo quando tiver de ser mas até lá o amor é todo dele. Amanhã voltamos ao ar livre e ao triciclo. Boa semana! Foto real. 

Ainda sobre o Dia da Mãe 03/05/2020

Um dia vou dizer-te que esta fotografia tem história. Que foi tirada num dia lindo de sol e céu azul. Que fomos fazer o nosso passeio higiénico conforme já fizemos em tempo de pandemia. Que não brincaste com mais meninos mas que a mãe e o pai correram a teu lado. Que neste dia da mãe deste os melhores beijinhos e abraços sentidos. Vou dizer-te que não fomos ver a família porque não pudemos mas que demos beijinhos à distância de uma chamada. Que durante muitos dias ficámos em casa sem mais contactos mas que as saudades foram muitas. Que o mundo lá fora estava distante mas dentro das nossas quatro paredes transbordava amor e gratidão. Que a avó (bisa) estava com o coração pequenino de não te ver mas que quando tudo passou a levámos a almoçar. Que quando tudo isto passou, te levámos ao escorrega, como prometido! 🌈 Foto real.